quinta-feira, 21 de novembro de 2013

no país do Rodinhas



Ninguém quer trabalhar, diz ele. Abano os ombros, estendo-lhe a mão à espera do meu troco enquanto o umbigo dele aproveita uma barriga redonda para tentar sair das calças e da camisola demasiado curta, como se me estivesse a espreitar. Perante o meu silêncio, ele insiste. Neste país ninguém quer trabalhar, repete. Saio sem contar as moedas. Este país cansa-me.
Ainda ontem, exactamente no mesmo café, uma empregada queixava-se entre dentes de que tinha o seu magro salário de quatrocentos euros em atraso. Agora, quem falava comigo assim era o patrão. O mesmo que acha que neste país ninguém quer trabalhar. Este país cansa-me.
É o país do Rodinhas, orgulhoso por ser capaz de juntar vinte toneladas de tampinhas de plástico para comprar uma cadeira de rodas a um deficiente que não tem, nem nunca vai ter, a dignidade que um Estado deve a qualquer um dos seus cidadãos. Juntamo-nos para isso, para juntar tampinhas e para celebrar um golo do Ronaldo. Logo a seguir viramos costas uns aos outros. Uns vivem em casas com muros altos e cacos de vidros a defender o território, outros num vão de escada, de mão estendida à espera de mais alguns minutos de sobrevivência. É aí que deixamos de ser portugueses. No nosso dia-a-dia, a olhar para o chão para não ver mais nada.
E por falar em nada, não interessa que eu já não tenha quase nada. Claro, desde que tenha mais do que o meu vizinho. Ele ainda passa por mim e pensa que a minha vida de merda é melhor do que a dele. Óptimo, isso chega-me. Até porque no mesmo dia em que se fala de um segundo resgaste assalto a quem trabalha neste país, o que me preocupa é o desempregado que ainda tem dinheiro para ir lanchar ao café. Sacana, o gajo.
É este um país que não tem coragem de se ver ao espelho, de reparar nas próprias rugas e no seu envelhecimento precoce. Não se vendo, sai à rua todos os dias sem perceber a sua figura. 
Cá fora respiro o ar como se estivesse a sair duma longa apneia. Conto finalmente o troco e dou pela falta de um euro. Torno a entrar. Falta um euro no troco, digo. Mas o homem está aos berros com a empregada, aquela que tem o salário em atraso apesar de ganhar menos do que o salário mínimo, aquela que ganha apenas o suficiente para poder continuar a trabalhar. Sem morrer, mas sem viver também. Levanto a voz e grito que o meu troco está errado. Desta vez não refiro que recebi um euro a menos, mas é essa a quantia que ele, dando um murro na gaveta da caixa, me dá.
Ninguém quer trabalhar, insiste ele mais baixinho. E eu, desempregado de meia idade a fazer todos os esforços para sair deste país, dou-lhe razão. Eu não quero trabalhar, pelo menos no país do Rodinhas.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Como João Semedo traiu o Bloco

Voltemos um pouco atrás no tempo, à última Convenção do Bloco de Esquerda, na qual se tornaram coordenadores nacionais do partido Catarina Martins e João Semedo. Eu estive lá, como delegado, e votei favoravelmente a moção política que ambos subscreviam. Não me arrependo, que a moção ainda é o que era. Uma moção que colocava o partido na linha frente na construção duma alternativa a um governo que mais não faz do que entregar o país às mãos da Troika.


Do ponto de vista político, aliás, as duas moções discutidas eram tão assertivas quanto semelhantes. O que as distinguia não era bem a política, mas sim o caminho a seguir. A moção A, a vencedora, defendia uma necessidade total duma viragem à Esquerda, sem cedências à ideia de que se pode confiar num mal menor chamado Partido Socialista, que mantinha (e mantém) a sua assinatura num memorando que destrói a vida de todos nós. A moção B, que perdeu, colocava o BE como a bengala do PS nos anos seguintes. Por isso apoiei e escolhi a A.

O problema que se seguiu chamou-se sempre João Semedo. Desrespeitou aquilo por que foi eleito e colocou o BE numa posição submissa a um PS que, ainda por cima, todos os dias pendia ainda mais para a direita. Ele próprio pareceu desistir do projecto nacional quando se candidatou à Câmara Municipal de Lisboa, assumidamente para fazer um entendimento pós-eleitoral com Costa. Começou por dizer ao DN, em 16 de Junho deste ano, que “é compatível ser vereador, ser deputado e ser coordenador do BE”. Até pode ser compatível, mas também é contrário à confiança que os aderentes do Bloco nele depositaram. Pior, é uma busca absurda por protagonismo que apaga o resto do partido.

Claro que a coisa não ficou por aqui. Cheguei a duvidar a que partido o meu camarada João Semedo pertencia. Se ao Bloco, se ao PS. Em Julho deste ano, os partidos da Troika chumbavam a proposta do Bloco na AR para renegociar a dívida, salvar os salários e o Estado Social. Ao mesmo tempo, Cavaco evitava eleições antecipadas pela “irrevogável” demissão de Paulo Portas e esses mesmos partidos davam as mãos em torno da austeridade. As coisas pareciam claras: o PS encostava-se ao programa que salva bancos e leva pessoas à falência. 

Como um herói surgindo do nada, apenas Semedo saiu em defesa de Seguro, dizendo não acreditar que o “PS que tem vindo a sublinhar a sua política de oposição a esta maioria, venha agora dar a mão a uma maioria caduca e decadente”. Não acreditou, mas aconteceu.

Por essa altura, o que ficou claro é que João Semedo traíra todos os que o apoiaram na moção A. Talvez por isso, nos espaço de dez meses, a intenção de voto no Bloco de esquerda tenha caído para os 6%. E isso paga-se caro. Claro que paga.

Regressemos aos dias que correm, no meu caso a Aveiro. Uma equipa numerosa de pessoas que abdicam de si todos os dias para que o Bloco exista, trabalhou muito, desde a construção do programa político, que envolveu inúmeras reuniões com cidadãos, até à colagem de cartazes, passando por toda a difícil burocracia. Estar na política envolve muito sacrifício, embora Semedo não o saiba.Todos fizeram de tudo, às vezes com quatro horas de sono por dia, em torno duma enorme vontade de mudança. Os maus resultados também andaram por cá, mas mantivemos a capacidade de luta, com um eleito na Assembleia Municipal, outro na maior freguesia do concelho e uma pequena grande surpresa em Ílhavo, onde pela primeira vez se elegeu para a Assembleia municipal.

Qual foi a reacção de Semedo? O mesmo que passou os últimos dez meses a defender as políticas de direita do Partido Socialista, veio à Antena 1 dizer que o Bloco não apresentou candidatos credíveis nas eleições e que o trabalho autárquico do Bloco tem sido mau.
Não tinha esse direito, mas ainda bem que o fez publicamente. Eu tenho agora legitimidade para lhe dizer aqui que considero que ele é o maior responsável pelos péssimos resultados nas eleições. Dirigiu o partido de forma péssima, numa linha política que contraria as bases do partido e, pior do que tudo, traiu quem nele confiou.

A boa notícia é que o Bloco é maior do que o João Semedo.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Juntos pela Batota

Pode parecer simples, mas a distribuição de representantes das diversas forças políticas pelas mesas de voto é a forma mais eficaz de garantir justiça no processo democrático. Assim, cada uma das forças políticas tem o direito de escolher os seus próprios nomes e, numa reunião que se pretende equilibrada e séria, distribui-los de acordo com o princípio básico da igualdade.
Pois bem, ontem foram as reuniões para a distribuição dos cargos nas mesas de voto das próximas eleições autárquicas e nada correu normalmente. Porquê? Porque a candidatura Juntos por Aveiro quis nomear mais representantes do que as outras forças políticas. A explicação é tão absurda quanto o motivo: dizem eles que a lista "Juntos Por Esgueira", por exemplo, nada tem a ver com  candidatura "Juntos por Aveiro". Uma concorre à junta de freguesia de Esgueira e a outra concorre à Câmara Municipal e à Assembleia, sendo totalmente independentes uma da outra.
Nem de propósito. Hoje fui à minha caixa de correio e vi um folheto conjunto das duas candidaturas que "nada têm a ver uma com a outra". É o folheto do "Juntos pela Batota".

sábado, 17 de agosto de 2013

O Beira-Mar definha!

O verdadeiro Beira-Mar definha. O fim da equipa sénior de basquetebol é apenas o culminar da morte lenta que as modalidades vêm sofrendo há anos. O mais (des)interessante, é que tudo acontece nas mãos de quem jura a pés juntos defender os máximos interesses do clube e de Aveiro, ou seja, de políticos que, das duas uma, ou não defendem aquilo que dizem, ou são muito incompetentes no que fazem. Eu inclino-me para ambas as hipóteses, até porque tudo acontece em nome duma equipa profissional de futebol que também anda pelas ruas da amargura.
Em primeiro lugar, talvez os sucessivos responsáveis pelo clubes se tenham esquecido precisamente do que deve ser o principal objectivo duma associação desportiva. ou seja, permitir que os cidadãos pratiquem desporto. É muito simples, ou devia ser, até porque é em nome desta simplicidade que surge aquilo que se chama "amor à camisola" e não doutra coisa qualquer. Em Aveiro trocou-se esse "amor à camisola" por negociatas manhosas, uma inaceitável sociedade por quotas e vãs tentativas de aproveitamento político. É pena, o Beira-Mar definha.
António Regala, candidato à Assembleia Municipal de Aveiro nas eleições autárquicas de há quatro anos, abdicou de representar aqueles que o elegeram como único deputado do Partido Comunista Português para se tornar presidente do clube mais representativo da região de Aveiro, ou seja, para supostamente inverter o caminho negativo de que, na geração anterior, Artur Filipe é o autor. Como é que o fez? Criando uma sociedade por quotas cujo accionista maioritário é um milionário iraniano com um nome difícil de pronunciar. Estranha forma de comunismo, digo eu. Talvez por isso mesmo, o PCP sempre tenha votado ao lado dos partidos da direita que gostam de ir para a cama com o futebol, incluindo no que se refere à negociata manhosa das piscinas municipais, vendidas ao Beira-Mar por cerca de 1,2 milhões de euros, e depois à empresa Nível 2 por 2,3 milhões. O valor de mercado do terreno era, pelo menos de cinco milhões.
E o Beira-Mar definha. Talvez faça falta quem perceba que o desporto não é roubar património público para o perder no poço sem fundo duma equipa profissional de futebol, que serve apenas os interesses lucrativos duma sociedade por quotas. Talvez faça falta quem perceba que um clube deve servir para que as nossas crianças tenham escolas de desporto e para que o desporto seja isso mesmo. Não uma indústria.
Por fim, talvez faça falta também quem perceba que política e futebol são péssimos na mesma cama.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Aveiro Debaixo de Água

O 8º Relatório de Acompanhamento do Plano de Saneamento Financeiro da Câmara Municipal de Aveiro tem dois pontos que são o paradigma do que tem sido a Política de direita no nosso país.´Primeiro, exibindo o seguinte quadro, orgulha-se da diminuição do número de colaboradores da Câmara Municipal como forma de poupar dinheiro à Autarquia, ou seja, através do envio de pessoas para o desemprego.


Algumas páginas depois, justifica o aumento do valor das ajudas de custo da seguinte forma:

O aumento do valor das ajudas de custo, deve-se ao facto do Município, ao abrigo do Programa Emprego-Inserção, ter celebrado contratos com beneficiários do subsídio de desemprego e do subsídio social de desemprego, aos quais teve de pagar as despesas de transporte entre a residência habitual e o local da actividade

Para além de enviar pessoas para o desemprego, a Câmara Municipal de Aveiro aproveita depois mão de obra barata dos próprios desempregados, pagando-lhes apenas um subsídio social e as despesas de transporte.

Mas o mais gritante disto, é que o esforço para poupar dinheiro esbarra depois, de frente, em tudo o resto. Na mesma sessão da Assembleia foi aprovada pela maioria de direita, e pela segunda vez, a negociata conhecida como o Negócio das Piscinas.

Em Novembro de 2008, já tinha sido aprovada a venda do terreno das piscinas ao Beira-Mar por um preço bastante abaixo do seu valor real. O problema começou quando, pela calada da noite e uns minutos depois, o Beira-Mar vendeu esse mesmo terreno à empresa Nível 2. Na mesma noite, portanto, o mesmo terreno foi vendido ao Beira-Mar por cerca de 1,2 milhões de euros, e depois à empresa Nível 2 por 2,3 milhões. Quem é que ficou a ganhar com este negócio? O Beira-Mar e a Nível 2. Quem é que ficou a perder? A Autarquia, que se viu sem património calculado em quase 5 milhões de euros.

Para além da direita, quem votou a favor deste negócio em 2008 foi o deputado do PCP António Regala, o mesmo que hoje é, por uma enorme coincidência, presidente do Beira-Mar e, portanto, parte interessada neste negócio lesivo para o interesse público. O PCP, aliás, tornou a votar a favor do negócio agora, em 2013, ao lado do PSD e do CDS.

Depois deste descalabro, as propostas do Bloco para que a água volte a ser pública em Aveiro, foram recusadas pela direita por motivo económicos. O Bloco defende taxas progressivas, para que quem tem piscinas e jardins pague mais do que quem tem apenas uma torneira em casa. Estas taxas progressivas permitiriam manter um fornecimento mínimo gratuito de 50 litros /dia aos cidadãos. A direita acha que isso é despesismo...

Melhor ainda, um deputado do CDS, Paulo Marques, acusou o Bloco de estar a pensar distribuir 50 litros de vinho por dia aos cidadãos. E porque de palermices já chega, fico-me por aqui.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

bora lá à China?

Em 2007, o então ministro da Economia Manuel Pinho, numa viagem oficial à China, apresentou os baixos salários dos trabalhadores portugueses como uma vantagem comparativa ao investimento chinês. O discurso tinha uma certa lógica, apesar de tudo, para quem é de direita. É a direita que defende a desvalorização do valor do trabalho e que vê no investimento, não uma forma de criar riqueza para todos, mas sim uma forma de criar riqueza para poucos.
Já em 2012, foi Paulo Portas quem fez uma  visita oficial àquele país, na sequência de uma série de negócios que empobreceram drasticamente o nosso país. A aquisição pela China Three Gorges de 21,35% da EDP;  a venda  de 25% da REN - Redes Energéticas Nacionais e mesmo a Galp, que vendeu 30% da Petrogal Brasil à chinesa Sinopec, contribuiram para o estreitar de laços entre a direita portuguesa no poder e o Partido Comunista Chinês.
O senhor que se segue, agora, é Jerónimo de Sousa, do Partido Comunista Português, que está já na China em visita oficial. O que faria o PCP relativamente à privatização da Edp, se estivesse no governo, é apenas a primeira pergunta que me surge. De qualquer forma, e ao contrário de Manuel Pinho em 2007 e de Portas em 2012, fico à espera que Jerónimo de Sousa critique os baixos salários dos trabalhadores portugueses e chineses, algo que não vai acontecer.
Que partidos do poder em Portugal, com homens que demonstraram claramente estar na política para se servirem a si mesmos e não à população, estabeleçam relações oficiais com o Partido Comunista Chinês, entendo perfeitamente. Que o Partido Comunista Português também o faça, já não. Pergunto-me porquê...

sábado, 26 de janeiro de 2013

Bloco de Esquerda - Aveiro abre canal no Youtube

O Bloco de Esquerda - Aveiro abriu um canal no Youtube que pode ser seguido aqui. Não queremos, no entanto, que este canal funcione num só sentido. Por isso estamos abertos a sugestões de todos os aveirenses para denunciar, propor e mudar.



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Orçamento da Autarquia Aveirense para 2013

Da fraude da direita aveirense e de como o PCP não existe em Aveiro

Como é que uma Assembleia Municipal duma capital de distrito discute o Orçamento Municipal para o ano seguinte? Principalmente com silêncio, porque quando não se consegue defender aquilo que se faz, o silêncio é de ouro. É assim a maioria da direita (PSD/CDS) em Aveiro, em que apenas dois dos quatro deputados do CDS pediram para intervir e, no PSD, cinco em vinte. Para além disso, o PCP não existe. O único deputado comunista presente recusou-se a falar porque o site da autarquia esteve em baixo todo o fim de semana e não pôde fazer o download dos documentos. No PS, oito em onze deputados intervieram. No Bloco, dois em dois.
Numa discussão tão importante como esta, os documentos não se podem ir buscar apenas no fim de semana anterior. O Bloco, aliás, já tinha apresentado duas semanas antes oito propostas orçamentais que não foram tidas em conta: a criação de um serviço social directo da Câmara Municipal, a adopção de uma política fiscal local de combate ao actual assalto fiscal da Troika, uma política social de habitação, um programa de reabilitação urbana (do espaço público e do edificado), defesa da água como um bem público, uma política de mobilidade pública, o fim de qualquer parceria entre privados e o público em Aveiro e, por último, um novo Orçamento Participativo.
A furar o silêncio à direita, um deputado do PSD congratulou-se com o facto de a câmara ter cada vez menos funcionários, ou seja, de haver cada vez mais desempregados (menos alguns familiares dos vereadores que, entretanto, foram admitidos, como a própria mulher do vereador das finanças, por exemplo); outro, desta feita o líder da bancada, admitiu que a Acção Social deve ser sempre feita com muito pouco dinheiro e muito voluntarismo.
A verdade é que o Orçamento da autarquia aveirense para o ano de 2013 é um fraude. Baseia-se em três grandes bandeiras: Acção Social, reforma do parque Escolar e a reparação da rede viária.
Relativamente à Acção Social, o dinheiro considerado para Acção Social Directa é igual a... zero, tirando 840 euros inscritos no item "outros investimentos". De resto, o muito divulgado programa Aveiro Solidário, que passa pela transferência de competências nesta área para as freguesias, prevê 10 000/ ano para todas elas e 10 000/ano para todas as IPSSs.
A reforma do Parque Escolar de Aveiro não é mais do que o resultado de anos e anos de esquecimento por parte da autarquia de que as escolas têm que ter um mínimo de condições, assim como da negociata falhada com a concessão de estacionamentos privados em Aveiro. De facto, notícias sobre frio e chuva nalgumas salas de aula em Aveiro já são Vox Populi há muito, e a resolução desse problema passou por tentar que uma empresa pagasse as obras em troca de poder ficar com a concessão de alguns parques de estacionamento subterrâneo a construir (em vez da candidatura ao QREN). A coisa falhou e perderam-se oito anos.
Quanto à reparação da rede viária ainda é mais simples de perceber. As estradas em Aveiro já são mais buracos do que alcatrão, mas o Executivo decidiu não gastar a verba prevista para 2012 e gastá-la, isso sim, em 2013. Eu diria que o vai fazer antes das eleições, a ver se tapa as suas asneiras com alcatrão...
É difícil explicar num texto tão curto tudo o que de negativo o Orçamento tem, mas sublinho como exemplo a entrada de 131 000 euros no Capital Social do Parque de Ciência e Inovação, um Parque de Investigação Científica e Tecnológica que vai ser tudo menos isso (tanto que até já tem projectado para o local alguns campos de golfe) e que permitirá assim roubar casas e terrenos a pequenos proprietários dos concelhos de Aveiro e Ílhavo...