quarta-feira, 22 de agosto de 2012

por agora tenho dito...

Não defendo um modelo de um líder para o Bloco de Esquerda, nem de dois. Na verdade acho que essa é a discussão menos importante. O que eu defendo é que o próximo líder, ou os próximos, o sejam devido ao apoio das bases do partido e não a esta descendência de lógica monárquica que Francisco Louçã parece querer.
O ainda coordenador nacional do Bloco de Esquerda não devia, na minha opinião, propor nenhum nome para a sua sucessão. Ao fazê-lo, está conscientemente a condicionar a pluralidade democrática do partido, assim como a colocar fronteiras ao debate mais importante de todos desta força política, e que é o texto das moções apresentadas na próxima Convenção.
Estranho, ainda assim, que se venham a alterar os estatutos propositadamente para satisfazer o que parece ser a vontade de único aderente do partido que, é certo, foi uma figura imprescindível ao crescimento da Esquerda em Portugal e na Europa. Foi e espero que o continue a ser. Mas não é Rei.
Por agora tenho dito.

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