terça-feira, 29 de novembro de 2011

a polícia como elemento de repressão política



A Polícia de Segurança Pública infiltrou agentes nas manifestações da Greve Geral do dia 24 de Novembro, agentes esses que espancaram alguns dos cidadãos presentes nas mesmas. Podemos falar da arrogância e acefalia de alguns agentes da autoridade que vão para a polícia por isso mesmo, porque o que lhes falta em inteligência sobra-lhes em violência. Podemos dizer que chamar-lhes agentes da autoridade é até uma ofensa aos seus colegas que dão o melhor todos os dias para que a instituição PSP cumpra as sua competências orgânicas. Do que devemos mesmo falar, no entanto, é da instituição.
Na página oficial da Polícia de Segurança Pública podemos ler que a mesma "tem por missão assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, nos termos da Constituição e da lei". Ora, sabemos que na Constituição "a soberania do país reside, una e indivisível, reside no povo" (artº 3) e que a mesma prevê no seu artº 21 o direito de resistência de cada um dos cidadãos.

Artigo 21.º
Direito de resistência
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

A manifestação política, a greve e os piquetes de greve, a liberdade de expressão e o bem estar económico e social são elementos fundamentais dos nossos direitos, liberdades e garantias, pelo que ao infiltrar agentes numa manifestação como a do passado dia 24 de Novembro, a PSP está a impossibilitar gravemente, enquanto força da autoridade pública, que a Constituição se cumpra.
Com estes factos, o papel da PSP aproxima-se do que foi o da PIDE antes do 25 de Abril (passe a comparação ainda perigosa nos dias que correm), ou seja, passa a ser um papel de opressão política e não de garantir a liberdade de todos os cidadãos.

O Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, apressou-se a lavar a violência policial com a mesma cara de pau de Guedes da Silva, director da PSP, com uma diferença abismal entre os dois. O primeiro é ministro e por isso fá-lo para obter dividendos políticos, o segundo é apenas um gajo que vê demasiados filmes e obedece ao Governo metendo o rabinho entre as pernas. Os vídeos e as fotografias, no entanto, estão ai para desmenti-los.

agente infiltrado da psp presente responsável pelo espancamento no vídeo acima (do blog 5 dias)

agente infiltrado da psp presente responsável pelo espancamento no vídeo acima (do blog 5 dias)

dois agentes infiltrados na manifestação a algemar dois cidadãos (do blog 5 dias)

Sem comentários: