terça-feira, 28 de junho de 2011

eu é que sou o presidente da junta

Rui Tavares, o terceiro eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda na últimas eleições europeias, desvinculou-se do GUE/NGL (e portanto do Bloco) para se juntar aos Verdes Europeus após, segundo o próprio, uma quebra de lealdade política e pessoal de Francisco Louçã.
O primeiro erro do Rui é colocar uma questão pessoal (que é uma questão do género "eu é que sou o presidente da junta") à frente da confiança que os eleitores depositaram nele (o programa político dos Verdes é diferente qb do GUE/NGL), a segunda é dar passos em falso rumo ao que ele erradamente chama de independência.
Ser independente não é votar, contrariamente aos seus colegas de bancada,  a favor da intervenção da NATO num país soberano; ser independente não é mudar de orientação política de um dia para o outro; ser independente não é considerar que os votos, ou pelo menos uma percentagem deles, lhe pertencem a ele e não a um programa político. Ser independente é contribuir para esse programa com a visão da sociedade civil, sem os vícios e hábitos que os partidos, todos eles, acabam por ganhar.
Não conheço o Rui pessoalmente, por isso não me sinto no direito de lhe chamar oportunista, mas votei no partido pelo qual foi eleito, e por isso tenho o direito de lhe dizer que se ele não quer estar nesse partido, então deve demitir-se e dar lugar a outro. É só isso. 

2 comentários:

Elisa disse...

nem mais. Exactly my thoughts. Aliás já expresso abundamentemente no facebook :). Amanhã linko-te para o meu muro.

bagaco amarelo disse...

elisa, felizmente estava longe quando isto aconteceu... não me enervei demais. :)