terça-feira, 28 de junho de 2011

eu é que sou o presidente da junta

Rui Tavares, o terceiro eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda na últimas eleições europeias, desvinculou-se do GUE/NGL (e portanto do Bloco) para se juntar aos Verdes Europeus após, segundo o próprio, uma quebra de lealdade política e pessoal de Francisco Louçã.
O primeiro erro do Rui é colocar uma questão pessoal (que é uma questão do género "eu é que sou o presidente da junta") à frente da confiança que os eleitores depositaram nele (o programa político dos Verdes é diferente qb do GUE/NGL), a segunda é dar passos em falso rumo ao que ele erradamente chama de independência.
Ser independente não é votar, contrariamente aos seus colegas de bancada,  a favor da intervenção da NATO num país soberano; ser independente não é mudar de orientação política de um dia para o outro; ser independente não é considerar que os votos, ou pelo menos uma percentagem deles, lhe pertencem a ele e não a um programa político. Ser independente é contribuir para esse programa com a visão da sociedade civil, sem os vícios e hábitos que os partidos, todos eles, acabam por ganhar.
Não conheço o Rui pessoalmente, por isso não me sinto no direito de lhe chamar oportunista, mas votei no partido pelo qual foi eleito, e por isso tenho o direito de lhe dizer que se ele não quer estar nesse partido, então deve demitir-se e dar lugar a outro. É só isso. 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

salários em atraso na Vinocor e na Subercor

O deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Soares, recentemente reeleito pelo círculo eleitoral de Aveiro interveio hoje junto do Presidente da Assembleia da República para mostrar a sua preocupação com os salários em atraso em duas unidades de produção do distrito: a Vinocor e a Subercor, ambas pertencentes ao Grupo Suberus.
O Grupo Suberus entrou em falência no ano de 2009, sendo realizadas depois operações de insolvência das duas empresas para a qual foram nomeados novos gestores. No entanto, estes novos gestores tornaram-se incontactáveis e os trabalhadores continuaram e continuam com os salários em atraso, existindo vários indícios de que as empresas estão propositadamente a ser descapitalizadas, nomeadamente através da saída do produto sem facturação.
Em primeiro lugar, este é mais um caso de urgência social, em que o Estado pode e deve apoiar todos os trabalhadores, compensando-os pela forma abusiva como têm sido tratados. Mas é também a demonstração inequívoca de que é um erro considerar que trabalhador e empregador estão em condições idênticas para negociar um contrato de trabalho.
Ver mais no portal do Bloco-Aveiro aqui.

terça-feira, 7 de junho de 2011

e agora, pá?

A derrota, porque é derrota que lhe temos que chamar, do Bloco de Esquerda nas últimas eleições legislativas pode ter muitas explicações. Todas elas serão mais ou menos parte da explicação total. Menos uma: a de que a responsabilidade deve cair sobre uma só pessoa, seja ela Francisco Louçã ou outra qualquer.
É verdade que o Bloco de Esquerda tem tido um debate interno que o fragiliza para o exterior, mas esse exterior é apenas aparência. Quem conhece o partido por dentro sabe que é mesmo disso que ele vive, do combate interno que resulta no partido com os estatutos mais democráticos deste país, seja à direita ou à esquerda. O que é preciso perceber é que o Bloco não é um partido carreirista, e que quando perde uma eleições nenhum aderente do partido pensa: "oh! coitadinho do meu partido". Pensa sim que o país e o mundo estão a andar em direcção ao abismo e é por isso mesmo que o partido vai ser capaz de dar a volta ao resultado destas eleições.
Durante a campanha percebi, e disse-o à maior parte dos meus camaradas, que achava que o Bloco ia perder votos nestas eleições. A razão era simples: todo o debate estava a ser feito dentro da lógica do FMI e não fora dela, criando assim uma imagem de inevitabilidade do que vai ser a política do nosso país nos próximos quatro anos: sofrer para tapar um buraco sem fundo criado pelo Capitalismo especulativo e, diga-se a verdade, também pela corrupção.
Fora dessa lógica estavam os únicos partidos de Esquerda com assento na Assembleia da República: o Bloco de Esquerda e o PCP. O PCP, um partido com uma História de quase um século e solidificado em cerca de noventa mil aderentes, teve 7,94% dos votos. O Bloco, um partido recente com cerca de nove mil aderentes, teve 5,19%. Apesar de tudo é uma derrota que me dá esperança e força para continuar a trabalhar e a lutar.
É que disto tudo há uma verdade inequívoca. Francisco Louçã tem razão quando diz que se aprende mais nas derrotas do que nas vitórias, e nos próximos quatro anos vai ter que ser feita a discussão pública que devia ter sido feita agora e não foi. A da opção pelo FMI e pela insistência num modelo que já se mostrou utópico, ou por uma política de Esquerda.
Aliado a isto há o facto de ter sido o Bloco o partido que mais sofreu com a transferência de votos para os partidos pequenos, particularmente o PAN, o que é lógico porque até à data era o Bloco de Esquerda o único partido a ter uma política direccionada para a causa dos animais. Foi apenas cerca de 1% mas fez toda a diferença. O que acontece é que o PAN é um partido assumidamente de Direita, que vê a política social como uma acção misericordiosa e que defende a Economia de Mercado, precisamente o contrário do que os animais precisam e, já agora, as pessoas. Com o tempo, grande parte da sua massa crítica cairá por terra...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

propostas para a alternativa à austeridade (proposta 17)

20 dias, 20 propostas do Bloco de Esquerda para contornar a austeridade e o FMI
Controlo e transparência nos preços dos combustíveis

propostas para a alternativa à austeridade (proposta 16)

20 dias, 20 propostas do Bloco de Esquerda para contornar a austeridade e o FMI
Poupar nos arrendamentos do Estado

propostas para a alternativa à austeridade (proposta 15)

20 dias, 20 propostas do Bloco de Esquerda para contornar a austeridade e o FMI
Cultura

propostas para a alternativa à austeridade (proposta 14)

20 dias, 20 propostas do Bloco de Esquerda para contornar a austeridade e o FMI
Justiça que combata o crime

propostas para a alternativa à austeridade (proposta 13)

20 dias, 20 propostas do Bloco de Esquerda para contornar a austeridade e o FMI
Eficiência Energética