segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril

O 25 de Abril em Portugal coincidiu no tempo com outro golpe de Estado: o do Chile (1973), aquele em que os Americanos "mataram" um presidente democraticamente eleito, o Salvador Allende, para colocar no seu lugar um ditador sangrento, o Augusto Pinochet.

Com Augusto Pinochet, o Chile foi o primeiro país do mundo a adoptar o modelo económico da Escola de Chicago, liderada então pelo pai do capitalismo neoliberal, Milton Friedman. Friedman considerava que uma Economia sem qualquer regulamentação do Estado se regulava a ela mesma mantendo um equilíbrio natural. Falhou a experiência, e as privatizações que se fizeram no Chile (segurança social, recursos naturais, saúde, etc) rapidamente tiveram como consequência a fome. Para controlar a oposição Pinochet usou a tortura e a morte.

O modelo falhou, mas mesmo assim Friedman ganhou um prémio Nobel e o modelo foi exportado para todo o mundo Democrático, onde os partidos do poder foram aplicando as mesmas regras e, pouco a pouco, criando mais desregulamentação dos mercados e criando mais fome e pobreza. Em Portugal, os partidos que fizeram isso foram o PS, o PSD e o CDS. Por isso é que não voto nem nunca votei neles.

É que recuso-me a aceitar que a Democracia se resuma a um voto que ainda por cima é fortemente condicionado pelos media. Democracia é também gostarmos uns dos outros e termos uma Economia solidária, em que os impostos são usados para que os mais pobres tenham na mesma acesso ao que é fundamental à vida. O Capitalismo é o contrário disso, e portanto é também o contrário do Amor. Eu sou anticapitalista por causa disso, porque me recuso a aceitar que alguém, por ser pobre, não tenha acesso a água, saúde, educação, alimentação, habitação, mobilidade e... enfim... felicidade.

O Capitalismo é o modelo que cria propositadamente desemprego para que quem emprega possa pagar menos a quem trabalha, e ao mesmo tempo chama falhados aos desempregados. O capitalismo é o modelo do PS, do PSD e do CDS, e é por isso que eu não voto nem nunca votei neles. É também por isso que não olho para o 25 de Abril como algo que acabou, mas sim como algo que ainda está a começar.

Bom 25 de Abril para todos vocês, leitores deste blogue, de quem eu gosto e a quem, estejam desempregados ou não, desejo uma vida feliz.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O beija-mão

A troika PS/PSD/CDS candidata-se ao cargo de regente do FMI. A esquerda candidata-se para um governo democrático que sirva os interesses da população. A esquerda rejeita esta “ajuda” de maçã envenenada. [continuar a ler aqui]

Nelson Peralta

quarta-feira, 13 de abril de 2011

análise

Porque é que a troika constituída pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) precisam de várias semanas para analisar a situação económica portuguesa, quando uma agência de rating só precida de cinco minutos para descer o rating de Portugal relativamente à sua capacidade de pagar a dívida?
Porque as agências de rating não analisam nada. Limitam-se a cumprir o desejo de quem lhes paga para classificar um Estado, ou seja, precisamente aqueles que têm interesse que essa classificação seja o mais baixa possível.

domingo, 10 de abril de 2011

o idiota útil

O candidato que Mário Soares lançou à Presidência da República para impedir que Alegre conseguisse uma segunda volta com Cavaco Silva, vai ser o cabeça de lista do PSD em Lisboa nas legislativas que se avizinham. Nada de novo, portanto. Foi um idiota útil para Mário Soares (e para o PS) uma vez, será um idiota útil uma segunda vez para o PSD. Tudo entre amigos, portanto.
O problema é que quando o Governo se demitiu, a propósito do chumbo do seu PEC IV na Assembleia da República, Fernando Nobre apressou-se a dizer ao Diário de Notícias que não integraria as listas de nenhum partido porque "o seu pilar é a cidadania". Das duas uma, ou o pilar da cidadania já não é o seu pilar, ou então nunca o foi. Eu aposto nesta última.
Aposto também que desta vez não pedirá que lhe dêem um tiro na cabeça...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

para os eurodeputados a austeridade fica à porta



Miguel Portas critica o aumento de verbas para os deputados europeus, decidido por eles próprios. "Este debate não é sobre números, é sobre ética e sobre política", disse o eurodeputado bloquista.