quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

sobre a moção de Censura

(intervenção na Assembleia Municipal de Aveiro, durante o PAOD)

Da moção de censura ao Governo anunciada pelo Bloco de Esquerda, e sobre a qual já os diversos partidos tiveram oportunidade de expressar a sua opinião, há uma conclusão que se tira facilmente. O estado caótico em que o país se encontra, está a ser governado por um pacto entre o PS e o PSD. O PSD entra nele porque esse estado é tão caótico que não lhe dá muito jeito ir já agora para o poder, e entretanto o PS, em nome duma esquerda falsa que não o chega a ser, vai fazendo tudo o que a própria direita faria. O PSD sabe isso, e portanto deixa estar. Porquê trabalhar quando temos alguém que o faz por nós?
A responsabilidade de uma moção de censura é só uma: se ela for votada maioritariamente conduz a novas eleições. E a desgovernação, assim como a fuga constante ao que foi o programa eleitoral do PS para o Governo da República, exigem e mais do que justificam novas eleições, mas os partidos da falsa oposição (PSD e CDS) contornam esta oportunidade como quem tenta passar pelos intervalos da chuva. Setecentos mil desempregados, um milhão de recibos verdes, cortes salariais, aumentos de impostos, atrasos no pagamento do subsídio de desemprego e a iminente entrada do FMI neste país tornam-no o máximo expoente da incompetência e da ingovernabilidade. Isto, no mesmo país em que os bancos, apoiados pelos dois partidos com mais representação na Assembleia da Republica, lucram três milhões de euros por dia e têm taxas de IRC mais baixas do que uma pequena ou média empresa qualquer do tecido produtivo nacional.
Não é democrático seguir uma política onde os cidadãos têm cada vez menos direitos e menos vida, não é democrático alterar questões fundamentais da Economia nacional sem perguntar aos cidadãos se estão ou não de acordo.  Pois este governo do PS privatizou a Galp, criando um monopólio privado nas refinarias nacionais, sem o propor e sem perguntar nada aos portugueses; pegou em milhões e milhões de euros, e afundou a Economia nacional para salvar bancos privados que passaram anos envolvidos em operações de estranha especulação e actos fraudulentos, sem perguntar nada a ninguém; portajou scuts que já estavam mais que pagas pelo contribuintes, e que eram essenciais para a mobilidade de cidadãos no seu dia-a-dia, no percurso casa-trabalho e trabalho-casa, também sem perguntar nada a ninguém.
A moção de censura justifica-se porque estamos perante um governo que não respeita nada nem ninguém. Nem sequer os seus próprios eleitores, e porque estamos perante um governo incapaz de acelerar a Economia Nacional e combater a pobreza. Justifica-se. Precisamos de mudança, mas o PSD e o CDS não a querem.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

a erosão da costa em Esmoriz



Pedro Soares, eleito deputado por Aveiro, em Fevereiro de 2011