segunda-feira, 19 de outubro de 2009

limpeza...

Se não estás comigo estás contra mim. Este é o princípio que o Partido Socialista pretende, segundo o Público, aplicar a todos os seus militantes que integraram ou apoiaram listas independentes nas últimas eleições autárquicas, expulsando-os.
Se é verdade que o PS deixou de ser socialista há muito tempo, parece que na organização é mais papista que o papa, que é como quem diz, mais estalinista que o partido comunista português. Parece...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

resultados eleitorais no concelho de Aveiro...

Câmara Municipal
PSD/CDS-PP: 53,79% (19243 votos)
PS: 33,12% (11849 votos)
BE: 5,07% (1814 votos)
PCP/PEV: 3,66% (1311 votos)
brancos: 2.98% (1067 votos)
nulos: 1.37% (489 votos)

Assembleia Municipal
PSD/CDS-PP: 52,93% (18931 votos)
PS: 29,14% (10421 votos)
BE: 6,66% (2381 votos)
PCP/PEV: 4,42% (1580 votos)
MEP: 2,32% (830 votos)
brancos: 3.11% (1114 votos)
nulos: 1.41% (506 votos)

O Bloco de Esquerda continua a aumentar a sua influência social em Aveiro. Elegeu mais um deputado municipal e, pela primeira vez, tem um deputado nas três freguesias urbanas do concelho (Glória, Vera Cruz e Esgueira), perdendo apenas o que já tinha em Cacia.
O clientelismo criado pelo poder já instalado no poder local e a vitória da bipolarização, revelam-se assim os maiores adversários do Bloco neste tipo de eleições onde o partido ainda não teve tempo para se afirmar.
A grande derrota destas eleições é a da arrogância da lógica do voto útil do Partido Socialista, centrado essencialmente no discurso de Raul Martins, e o Bloco pede agora a todos os aveirenses que estejam realmente atentos ao trabalho que ambos os partidos, BE e PS, vão desenvolver na Assembleia Municipal.
Desde que se declarou candidato à Câmara Municipal de Aveiro, José Costa nunca marcou presença na Assembleia Municipal, como se tivesse medo de ter que defender as suas opções políticas durante a campanha. É que em Aveiro o PS é um partido que diz uma coisa e faz outra e, está mais que visto, o eleitorado flutuante não aceita isso.
O Bloco de Esquerda afirma-se assim como a única alternativa política possível neste concelho e, durante os próximos quatro anos, vai devolver aos votos que teve um trabalho político realmente de esquerda.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

discurso do jantar final de campanha / autárquicas 2009


Quero começar por dar uma palavra de apreço a todos aqueles que, não sendo aderentes do Bloco de Esquerda, tiveram a coragem de integrar as listas deste projecto nestas eleições autárquicas. E não são poucos, os independentes que integram essas listas.
Para o Bloco é assim que se faz política: duma forma aberta, junto das pessoas e dos problemas reais da sociedade. Aliás, é também assim que vamos trabalhar na Assembleia Municipal de Aveiro, um órgão político que supostamente deve promover a participação dos cidadãos mas que, sob a presidência da coligação de direita, com a solidariedade do Partido Socialista e do PCP, fechou as portas aos trabalhadores da MoveAveiro quando estes mais precisavam e nela se tentaram manifestar. Como se os políticos fizessem parte de uma elite intocável que não se deve misturar com os cidadãos. Nessa noite apenas o Bloco de Esquerda se manteve do lado de fora da barricada da Assembleia e apenas o Bloco levou a discussão os problemas desses trabalhadores.

Em todas as noites, como nessa noite, é assim que o Bloco vai trabalhar, promovendo e pressionando aquele órgão para uma verdadeira democracia participativa e para um verdadeiro orçamento participativo. Mas a democracia não carece apenas de participação, carece também de propostas verdadeiramente de esquerda que promovam antes de tudo a qualidade de vida das pessoas.

O Bloco de Esquerda não vai desistir nunca da remunicipalização dos transportes e da intermunicipalização dos transportes colectivos de Aveiro, e de lutar pela sua qualidade e pelo seu acesso livre de todos os cidadãos. E sim, para o Bloco acesso livre significa gratuitidade dos transportes públicos. Nem caros, nem baratos. Gratuitos. Porque sabemos que neste momento só utiliza transportes públicos em Aveiro quem não tem mais alternativa nenhuma e, por isso, é obrigado a sofrer todos os dias na inoperância da gestão pública actual.

O Bloco de Esquerda não vai desistir da luta que já começou a travar com os primeiros passos da privatização da água. O princípio é simples: a água é um recurso natural e por isso é de todos. Ninguém tem o direito de nos vender o que já é nosso. A água não é para ser comercializada por um amiguinho qualquer do poder político, a água é para ser gerida pelo Estado e só pelo Estado. Ninguém, mas mesmo ninguém, pode ver o seu acesso à água limitado por razões económicas ou logísticas.

O Bloco de Esquerda não vai desistir de promover o acesso de todos à habitação, à educação, à cultura e a todos os serviços públicos. A habitação não pode ser um mero elemento especulativo que promove o desordenamento urbano e, simultaneamente, a existência de casas vazias e degradadas na mesma rua onde dormem sem abrigos e se constrói descontroladamente. A educação não pode ser uma opção, um negócio ou um mero elemento estatístico. A cultura não se pode resumir à programação duma casa de espectáculos com entradas caras, onde todos os dias e todas as noites as mesmas caras se reconhecem.

E acabo devolvendo a palavra a todos os que participaram nesta grande luta do Bloco de Esquerda. É por isso que estão connosco, é por isso que estamos com vocês. E prometemos que este crescimento recente do Bloco em Aveiro e no país não vai ficar por aqui.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

jantar e debate



1] Hoje às 19:00, na rádio Terranova, representarei o Bloco de Esquerda num debate com os candidatos à Assembleia Municipal de Aveiro do PS, da CDU e da coligação CDS-PP/PSD.

2] Amanhã às 20:00, quinta-feira 8 de Outubro, é o jantar de encerramento de campanha do Bloco de Esquerda em Aveiro no restaurante Ceboleiros, que contará com a intervenção dos candidatos aos órgãos autárquicos locais e de Pedro Filipe Soares, deputado eleito pelo distrito de Aveiro. O jantar está aberto a todos os aderentes e simpatizantes da esquerda política, que se podem inscrever pelo telefone 960 045 419 ou, em exclusivo para leitores deste blogue, através do meu email: bagacoamarelo@gmail.com. Por favor, deixem o vosso telefone que é para eu confirmar a vossa presença.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

o trabalho descartável e a equação da produção de riqueza

A Tyco Electronics despediu em Agosto 110 trabalhadores da sua fábrica de Évora. Agora está a subcontratá-los através de empresas de trabalho temporário. É o trabalho descartável e a precariedade a ganharem terreno ao trabalho com direitos. A precariedade significa menos vida para os trabalhadores, o trabalho com direito significa mais vida. O governo PS aprovou um código de trabalho que permite mais facilmente a precariedade, ou seja, menos vida para os portugueses.

A produção de riqueza é feita pelos indispensáveis meios de produção e pelos indispensáveis trabalhadores. Os donos dos meios de produção são, portanto, o único factor dispensável na produção real de riqueza. O modelo económico vigente, neoliberal e suportado pelos partidos que têm governado este país, altera a natureza desta equação de uma forma artificial, permitindo que nela a propriedade do meio de produção seja o elo mais importante.
Como é que se faz isto? Fácil: primeiro cria-se desemprego para que o dono do meio de produção ganhe vantagem na lei da oferta e da procura, depois suavizam-se as leis laborais para que a balança entre trabalhador e empregador seja o mais desequilibrada possível. O Partido Socialista e o partido Social Democrata têm andado de mãos dadas nestes objectivos e, admita-se, têm conseguido avanços.

Enquanto força política, a esquerda a sério não pode limitar-se a tentar que as leis laborais favoreçam cada vez mais o trabalhador, embora esse deva ser o primeiro passo. É necessário inverter completamente a lógica desta equação, fazendo com que a força de trabalho e o meio de produção sejam o mais importante na produção de riqueza. A única maneira de o conseguir é entregando ao próprio trabalhador o meio de produção.

A propriedade pública não tem nem deve ser total, mas deve estar presente nos sectores principais da Economia e da Sociedade. De resto, a propriedade privada deve ser admitida também como forma de realização pessoal, mas deve jogar numa sociedade de pleno emprego e com garantias de uma vida digna para os trabalhadores. Basicamente, quem quer ganhar dinheiro a produzir, pode e deve fazê-lo, mas sem esmagar ninguém, se faz favor...

programa eleitoral do Bloco de Esquerda para Aveiro 2009



download aqui

we all live in yellow submarine... parte II

O contrato celebrado pelo Estado português, através do então ministro da defesa Paulo Portas, desapareceu. É o primeiro dos mistérios num mistério ainda maior que envolve burla qualificada e falsificação de documentos por parte dos empresários alemães e portugueses envolvidos. São eles:

Horst Weretecki, Man Ferrostal
Winfried Hotten, Man Ferrostal
Anjie Malinowski, Man Ferrostal
José Ramalho, Simoldes Plásticos
Filipe Moutinho, Sunviauto
António Roquette
Rui Moura Santos, Inapal Plásticos
Jorge Gonçalves, Amorim Industrial Solutions
António Lavrador, Ipetex
José Medeiros, Comportest

As suspeitas tiveram origem nas escutas feitas a Abel Pinheiro (então tesoureiro do CDS-PP) e o próprio Paulo Portas, e também em documentos apreendidos na "Operação Furacão". Mais no esquerda.net