terça-feira, 29 de setembro de 2009

política cultural em debate

Hoje, 29 de Setembro às 21:30, no âmbito da campanha autárquica em Aveiro decorre um debate sobre política cultural organizado pelo Performas e que contará com:

- Maria do Rosário Fardilha (BE)
- Maria da Luz Nolasco (PSD/CDS)
- Gonçalo Fonseca (PS)
- António Moreira (CDU)

we all live in yellow submarine...

Buscas efectuadas hoje em quatro escritórios de advogados, devem-se a suspeitas de corrupção, tráfico de influências e financiamento ilegal de partidos políticos no processo de aquisição dos dois submarinos U-214 adquiridos pelo Estado português ao Germain Submarine Consortium (GSC)

Dos milhões de euros desviados para contas na Suíça pelo Paulo Portas, na altura ministro da defesa, ficou apenas um leve aroma na comunicação social que facilmente se diluiu nos maus cheiros da imprensa nacional. Agora o caso, a propósito da investigação do ministério público, surge de novo, já com o CDS-PP a ter 21 deputados na Assembleia da República, graças a uma campanha populista contra o banditismo e a corrupção. Parece que sobre banditismo e corrupção, realmente, ninguém melhor do que o Portas para falar do assunto.
O que mais (não) me espanta é a calendarização do assunto, logo após as eleições legislativas. Antes delas, o Expresso andava a investigar coisas interessantíssimas como o PPR do Francisco Louçã. Entretanto acredito que o ministério público tenha encontrado a man who sailed the sea.

In the town where I was born,
Lived a man who sailed to sea,
And he told us of his life,
In the land of submarines

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Pedro Soares

Aveiro tem, pela primeira vez desde 1979, um deputado de esquerda na Assembleia da República: Pedro Soares do Bloco de Esquerda.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Planos para Papar Reformas

A imprensa vasculha a vida toda do Francisco Louçã para lhe encontrar fragilidades e o que é que encontra? Que o Francisco Louçã tem um PPR... claro que tamanho crime foi posto em todas as capas de jornais e noticiários da rádio e da televisão. Faltou apenas dizer que o Bloco nunca defendeu o fim dos ppr's, defende sim o fim dos benefícios fiscais dos mesmos (incluindo o do próprio Louçã, estejam descansados). É que quando o Bloco for governo os ppr's deixam de fazer sentido...

porque é que os criminosos têm mais direitos que os polícias?



Dois candidatos do CDS-PP à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal de Moura, nas próximas eleições autárquicas, foram apanhados em flagrante delito a roubar... palha. A responsável pela distrital do partido em Beja já disse que os mesmos não vão ser substituídos nas listas do partido.
É o fim duma campanha demagógica do partido que pretende apenas esconder a grande criminalidade com a pequena, ou seja, enquanto concentramos as atenções nuns tipos que roubam palha, a grande corrupção passeia livremente pelo país e pelos órgãos do governo.
Uma coisa é certa: os pequenos criminosos não têm mais direitos que os polícias. Ainda o ano passado, durante um roubo a materiais de construção numa quinta do sul do país, a GNR disparou a matar e roubou a vida a um menor que fugia numa carrinha com os autores. Talvez o cartaz do CDS devesse ser mudado para qualquer coisa como: "Porque é que os Dias Loureiros têm mais direitos que os polícias?". A resposta é sua, o voto é seu.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

política e futebol


Quando vi uns pendões de plástico do Partido Nova Democracia pendurados perto da minha casa, pensei que já tinha visto aquilo em qualquer lado. E tinha mesmo... na verdade até acho justo que os Novos Cristãos Democratas imitem o símbolo do Euro 2004. É que há tantas pessoas que são de um partido da mesma forma que se é de um clube de futebol...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

custos...

Quanto é que custaram os submarinos que o Paulo Portas comprou quando era ministro da defesa e para que é que vão servir?
980 milhões de euros mais juros, ou seja, cerca de 1,8 mil milhões de euros. Não servem para nada...

Quanto é o Estado Português gasta por ano com o Rendimento de Inserção Social e para que é que este serve?
Cerca de 300 milhões de euros. Serve para tirar milhares de portugueses duma situação de fome e miséria total...

desabafo rápido...

Ando a fazer um esforço enorme numa campanha eleitoral que considero importante. Estou a falar de tardes inteiras ao Sol e de queimaduras solares, muito suor e cansaço, muito cansaço mesmo. Actualmente durmo uma média de quatro horas por dia. Ao contrário do que algumas pessoas podem pensar não ganho um cêntimo com isto. Pelo contrário, só gasto. Aceito que as pessoas possam ou não concordar comigo e com a minha orientação política. Não aceito é que, como ainda ontem me aconteceu, me digam coisas do género: "só querem é todos tacho".
A despolitização generalizada dos portugueses é evidente mas, mais do que evidente, é grave. Tenciono, dentro do que está ao meu alcance, contribuir para que isso diminua e para que a curto prazo este país tenha uma política de esquerda mesmo, com uma Economia mais justa para todos. Acho que as pessoas em geral trabalham demais e ganham de menos, acho que há demasiadas pessoas neste mundo sem um mínimo de qualidade de vida, acho que o capitalismo é um roubo constante e legalizado. Acho também que é possível mudar, que os recursos naturais não devem ter dono, que os meios de produção devem ser a única forma de gerar riqueza e que todos os tipos de especulação devem acabar. Acho que a riqueza produzida no mundo chega e sobra para todos e que o acesso à saúde e à educação pode e deve ser gratuito. Acho que precisamos duma revolução pacífica que inicie um modelo económico e social realmente democrático. Acho que as pessoas têm todas a mesma importância e essa importância é imensa. Acho e acredito nisto tudo. Aliás, acho isto tudo inevitável...

contra-informação



É empobrecedor para a política que a sua discussão se faça no vazio. Poucos eleitores lêem os programas eleitorais dos partidos candidatos a qualquer eleição mas, curiosamente, o esforço que alguns desses partidos fazem para passar a sua mensagem de uma forma mais imediata é nulo. Na verdade, nestas eleições legislativas apenas o Bloco de Esquerda e o CDS-PP o fazem, concordemos ou não com as suas políticas. De resto, PS (Avançar Portugal), PSD (Chegou a Hora da Verdade) e PCP (Sim, é possível uma vida melhor), parecem ter esquecido nos seus outdoors o que é o centro dos seus próprios programas...

debate sócrates versus louçã

Os debates das legislativas têm um pequeno (ou piqueno, como diria a Manuela Ferreira Leite) pormenor engraçado: no fim são sempre comentados por líderes de opinião de direita. Foram esses líderes de opinião que, no fim do debate entre o Sócrates e o Louçã, conseguiram que a questão da concessão da auto-estrada Oliveira de Azeméis/Coimbra fosse a mais falada no resquício do mesmo. A estratégia é simples e funcional: Num debate com o seu maior e mais eficaz opositor político, desviam-se as atenções para um só pormenor.

Louçã escorregou, de facto, quando deu a entender que o Governo ainda estava a pensar pagar 1174 milhões de euros pelo concurso da referida auto-estrada, adjudicado à Mota-Engil (ou seja, ao Jorge Coelho) por 535 milhões. É óbvio que Louçã não mentiu (isso seria um erro político primário), só não foi informado que o referido concurso já tinha sido anulado a 20 de Agosto. Aquilo que não se disse depois é que o Governo tentou efectivamente realizar essa negociata com o seu ex-camarada, e só não o fez porque a um mês dumas eleições que se adivinham disputadas seria um erro demasiado grave. Aliás, falta agora a Sócrates explicar porque é que, se a Estradas de Portugal anulou o referido concurso devido à subida do seu preço, não o fez em outras ocasiões em que aconteceu exactamente o mesmo, nomeadamente na auto-estrada do Algarve (em que o preço subiu 83%) e no Baixo Alentejo (em que subiu 167%). Hum... acredito que foi por não estarmos tão perto das eleições...

Mentira descarada, e que curiosamente passou despercebida pelos media, foi o primeiro-ministro esconder o seu passado político quando afirmou que fez sempre parte da mesma família política. É sabido que Sócrates fez parte da JSD e até é normal, já que a distinção do modelo económico defendido pelos sociais-democratas e pelo Partido Socialista é igual a zero, e só percebo a amnésia do primeiro-ministro pelo facto de ele saber que está a sofrer uma erosão no eleitorado de esquerda.

Falando de erosão à esquerda do Partido Socialista, as causas são muitas, e foram essas que ficaram por explicar nas não-respostas às questões colocadas pelo representante do Bloco de Esquerda. Sócrates fugiu às questões sobre a privatização da Galp e à negociata dos contentores de Alcântara, fugiu à questão da ajuda (e que ajuda) financeira e política que dá à banca comercial privada, fugiu ao facto do seu governo ser autor do código de trabalho mais direitista da História democrática deste país (que, aliás, contou com a preciosa ajuda do provedor das empresas de trabalho temporário) e refugiou-se em clichés, chamando repetidamente extremista a Louçã e criando uma enorme confusão na questão do fim dos benefícios fiscais propostos pelo Bloco.

Sobre extremismo estamos falados: um líder de um partido democrático só chama extremista ao representante de outro partido democrático e que, portanto, joga politicamente com as mesmas regras, quando quer afastá-lo da discussão política e, isso sim, é extremista. Na minha opinião também é extremista, por exemplo, colocar à disposição da banca vinte mil milhões de euros em plena crise social mas... para o Sócrates isso parece ser "normal".

Sobre a questão dos benefícios fiscais a explicação de Louçã foi simples e apenas o primeiro-ministro não a percebeu: o regime fiscal do PS é injusto porque não é para todos (só tem esses benefícios fiscais quem tem dinheiro para os conseguir) e, por isso, devemos ter um regime fiscal que não exige dinheiro à partida (educação gratuita, saúde gratuita, serviços públicos de qualidade, etc, etc)